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Caminhos do Amor – Cap 71

 

POV NARRADOR

 Penúltimo Capítulo….

O Natal sempre fora um momento diferente para elas. Para Amy ainda era um dia triste porque a lembrava que na maior parte de sua vida não teve uma família para trocar presentes na árvore. Era mais triste ainda, pelo fato de que ela teve algumas boas lembranças de Natal, mas Ana não. Sua irmã caçula nunca pode arrumar a árvore com sua mãe, colocar os enfeites as tradicionais luzes e por último ser erguida até o topo do pinheiro para colocar a estrela. Nunca pode acompanhar o pai na loja de pinheiros – tradição comum nos Estados Unidos – para escolher o mais verde e alto. A caçula sequer teve meias penduradas com seu nome, que ficariam “magicamente” preenchidas na manhã de Natal com algum presente. Não havia a expectativa da espera do Papai Noel. Ana sempre soube que ele não existia porque Amy não podia alimentar mais uma fantasia a sua irmã. Desde que sua mãe partiu, seu pai passou a detestar o Natal e as proibia de comemorar. Tudo que Amy podia fazer era economizar ao máximo o dinheiro de seu lanche por três meses antes do Natal para comprar uma boneca da moda que Ana queria muito. Ela dava a boneca a menina a meia noite do dia 24, todos os anos.

Amy abria um pote com tradicionais doces de Natal e sentava no chão do quarto de Ana. Por sorte, o pai sempre estava bêbado demais para atrapalhar o momento. A mais velha colocava a menina inocente em seu colo e cantava uma cantiga de Natal para em seguida dar a boneca. Os olhos de Ana brilhavam e ela quase sempre quicava de alegria no colo de sua irmã, batendo palmas com as pequenas mãozinhas enquanto o coração de Amy sorria e batia forte de alegria. Naqueles poucos momentos, Amy era feliz. E Ana sempre era a responsável por isso.

Agora, depois de tanto tempo ocultando de si a vontade de comemorar o Natal, lá estava Amy, inerte em seus pensamentos, enquanto rodeava uma bola dourada de enfeite natalino entre as mãos, pensando em qual dos ramos da enorme árvore na sala de Carla ela deveria ser pendurada. Todas as amigas celebrariam o Natal juntas, na casa do casal Carlina, já que esse seria o primeiro natal de Lucca, que agora tinha dois meses de nascido. Amy sorriu com o pensamento. Seu pequeno afilhado não teria que celebrar o natal sentado num carpete velho de um quarto escuro. Ele teria todas as luzes, toda magia e a troca de presentes como deveria ser com qualquer criança. Teria uma meia azul com nome dele pendurada no assoalho recheada com um presentinho que ele nem se lembraria quando crescesse.

Uma mão delicada rondou a cintura da morena, tirando-a de seus devaneios, e o sorriso cresceu no rosto de Amy instantaneamente. O velho reconhecimento do perfume e do toque. O beijo cálido na parte de trás de seus ombros e o queixo que delicadamente repousou por cima deles, fazendo cada pelo do seu corpo arrepiar-se. Só uma pessoa tinha esse efeito sobre Amy. Apenas a sua Isabel.

– No que a minha linda mulher está pensando aqui sozinha, hun? Isabel depositou um beijo carinhoso na curva do pescoço de Amy e aspirou seu cheiro cítrico. Ela amava o cheiro dela e a maciez de sua pele. Poderia beijar Amy a vida inteira sem reclamar.

– Estava pensando que é o primeiro Natal de Lucca e que ele vai poder ter toda magia que as crianças devem ter. E pensando onde esse enfeite ficaria melhor….

Isabel reconheceu uma certa melancolia na voz da namorada e não demorou muito para entender do que se tratava. Agora que sabia da difícil infância de sua mulher e da cunhada, seu coração se apertou com a constatação que talvez fosse o primeiro Natal de Amy também. E ela estava certa.

– Você nunca pode ter isso, não é? Isabel virou delicadamente sua namorada, repousando as mãos por sobre os ombros dela, enquanto Amy, ainda segurando a bola dourada nas mãos, enlaçou sua cintura.

– Tive, embora sejam apenas vagas lembranças que não parecem reais…. Mas Ana, bem, ela nunca pode conhecer o Natal. Amy abaixou os olhos, envergonhada. Ela se sentia responsável pela infância roubada da irmã, embora no fundo soubesse que não podia fazer nada além do que fez.

– Eu sinto muito amor – Isabel alisou o rosto da namorada com a ponta dos dedos, vendo aqueles olhos azuis como o céu brilhando com lágrimas acumuladas – Você nem ao menos tinham uma árvore?

– Não. Era sempre uma tigela de doces tradicionais do Natal, um presente que eu conseguia comprar e uma cantiga que eu cantava para ela. Nós sentávamos no tapete encardido do quarto dela e só…

Isabel sorriu, mesmo sentindo o coração apertar-se com força diante do que fora a infância de Amy. O amor crescia dentro de seu peito cada vez que via o quanto Amy, que se escondia dentro de uma carcaça gélida, era na verdade amorosa e especial. Mesmo com todo sacrifício ela foi uma verdadeira família para Ana. E Isabel, não pode deixar de pensar, que embora tivesse tido todos os Natais com luzes e presentes e seu irmão e pais ao seu lado, agora não tinha nada disso. Eram apenas lembranças, como eram as de Amy.

            No final, a verdadeira magia do Natal estava no amor e não na tradição.

– Tenho certeza que Ana teve ótimos Natais. Tudo que ela precisava era você. E você sempre esteva lá.

– Ainda assim, ela merecia todas as tradições.

– Eu tive todas as tradições e ainda assim não tenho mais nenhuma magia daquele Natal. Porém, isso não significa que não pode ser diferente agora, certo? Ana já é uma mulher, mas algumas coisas, como o Natal, não têm idade. Você ainda pode convidá-la para arrumar esta árvore com você meu amor.

Isabel beijou os lábios de Amy com carinho e a morena sorriu, lembrando-se mais uma vez naquele dia porque era tão sortuda por ter alguém como a loira em sua vida.

– Obrigada. Eu te amo. Foi tudo que Amy conseguiu dizer, vendo Isabel se afastar logo após lhe dar outro selinho carinhoso.

Ela acompanhou sua paixão com o olhar, até que a viu tocando carinhosamente no ombro de Ana. A caçula ouviu algumas palavras que ela não pode decifrar e rapidamente olhou em sua direção ligeiramente emocionada. Amy viu novamente a garotinha de três anos, com o mesmo brilho de amor no olhar se aproximar dela. Elas sorriram uma para a outra e não foi preciso palavras. A mais velha estendeu a bola dourada nas mãos que ainda segurava e Ana, com as mãos meio trêmulas de emoção, pegou o enfeite e o pendurou no galho da árvore. Um gesto simples que significava muito. E enfeite por enfeite, as irmãs Collins podiam sentir a magia natalina se fazer presente outra vez. Elas sorriam e discutiam sobre a harmonia das cores para que a árvore ficasse perfeita. Os carpetes sujos haviam ficado para trás, mas o amor permanecia o mesmo. E a magia? Bem, a magia está no amor. E isso elas tinham de sobra apesar de estarem cinco minutos depois discutindo e praticamente se estapeando, porque Amy não tinha lá um bom gosto para enfeites. Recorrendo para artilharia pesada, Ana resolveu pedir ajuda antes que enfiasse um dos enfeites dourados goela abaixo na mais velha.

– Ei, cunhadinha? – Isabel que decidia o cardápio da ceia com Carla, Lina e Dani rapidamente parou para prestar atenção na caçula – Porque não vem aqui nos ajudar? Amy é péssima com decoração e você é a melhor nisso. Não quero que a primeira árvore do Lucca, e minha, se pareça a reconstrução harmônica da “chiforímpula” do Chaves.

Amy tacou uma bola plástica rosa de enfeite na cabeça da irmã, enquanto todas as amigas e a cunhada gargalhavam. Isabel caminhou até elas, reorganizando aqueles enfeites que estavam emaranhados e misturados sem qualquer harmonia. Ela não quis dizer nada a Amy, mas algo como “chiforímpula” descreveria bem toda aquela mistura.

Mas a cena mais bonita, que fez todas as mulheres pararem para observar o ato com lágrimas nos olhos e o coração transbordando de alegria, foi quando Amy agachou-se no chão e Ana sentou em seus ombros, uma perna de cada lado com uma estrela dourada nas mãos. Todas viram quando a mais velha se levantou, com um sorriso de felicidade no rosto, e a mais nova esticou os braços para colocar a estrela do topo do pinheiro. Isabel levou a mão ao coração, deixando uma lágrima escorrer por seu rosto. Ela sabia, com todas as outras que observavam em silêncio, o quanto aquilo representava para as irmãs Collins.

Ana afagou os cabelos negros da irmã, que olhou para cima, apenas para ver a mais nova chorando. Assim que desceu dos ombros da mais velha, elas se abraçaram e sorriram vendo a árvore finalmente pronta.

Era o verdadeiro primeiro Natal.

*****

         A noite a majestosa árvore brilhava em suas luzes brancas, a estrela imponente no topo e os presentes em embrulhos coloridos postos no chão ao redor dela. As mulheres estavam sentadas a mesa, rindo e conversando enquanto degustavam da ceia de Natal. Lucca, ainda que muito pequeno para se lembrar do momento, já estava envolto na magia natalina. Ele estava vestido com uma roupinha de papai Noel, que fora presente de Amy e um gorrinho na pequenina cabecinha de cabelos negros. Mamava contente, com as mãos pequeninas sobre o seio da mãe, ceiando a sua maneira, enquanto sua família ria e conversava.

Por sorte, não se lembraria do primeiro amigo oculto de sua vida, porque se lembrasse talvez ficasse traumatizado.

– Parou, parou! Eu que vou começar esse amigo oculto! Carla disse animada, com todas já ao redor da árvore.

– Deus nos ajude! Amy disse fazendo todas rirem.

– Cala a boca sapatão rei! Não interrompa o meu momento! – Amy revirou os olhos enquanto Carla pegava um presente enorme, com papel laminado verde – Minha amiga oculta tem pés grandes, muito grandes!

– Que tipo de explicação é essa, amor? Lina disse rindo, olhando pela milésima vez o pequeno Lucca que dormia no carrinho confortavelmente.

– Ela quer dizer que a amiga dela é sapatão, ou seja, não disse nada até agora. A caçula pontuou e todas riram, mas Dani se pronunciou, fazendo o coração de Ana saltar no peito.

– Isso me excluiu da lista, droga. Dani resmungou, recebendo olhares desconfiados das amigas, que fingiu não notar.

– Calem a boca e deixem eu falar! Minha amiga oculta tem pés muito, muito grandes! Ela tem mania de achar que é a protagonista de o “Diabo veste Prada” e estou dizendo que daqui uns anos ela talvez tenha realmente aquela cara carrancuda da Meryl Streep, vai por mim! É chata para caralho, do tipo muito, muito chata…. Mas, é uma excelente madrinha pro meu filhote e por incrível que parece é a minha chata! Minha amiga oculta é a Sapatão Rei: Amy Collins!

Todas riram e Amy fez uma careta com a gentil descrição da amiga, mas logo sorriu assim que se abraçaram – e se xingaram durante o abraço – e em seguida Carla entregou o enorme embrulho nas mãos de Amy.

E então, foi nessa hora que Amy agradeceu aos céus por seu afilhado ser muito, muito pequeno e estar literalmente dormindo. Sabe se lá se aquele momento constrangedor ficaria na memória do menino por alguma razão, sem contar o fato de que ele veria, literalmente, sua madrinha correndo atrás de sua mãe tentando assassiná-la com o presente nas mãos, enquanto todas as outras gritavam e riam pedindo que elas parassem com aquela confusão toda.

Fato é, que o embrulho enorme, era feito praticamente de caixas vazias. Amy foi desembrulhando cada uma, vendo as próximas se tornarem cada vez menores – junto com sua paciência pela pegadinha – até que restou apenas uma pequena e retangular caixa. Amy a desembrulhou e suas bochechas coraram de vergonha, o que era algo raro para ela. Isabel murmurou um “Oh meu Deus” e enfiou o rosto entre as mãos sentindo-o explodir de constrangimento, enquanto as demais gargalhavam e Carla se contorcia de tanto rir.

Amy a fuzilou com os olhos, mostrando uma caixa de acrílico transparente com um belo pinto de borracha – vulgo strapon – dentro e uma cinta logo ao lado, daqueles bem parecidos com os reais.

– Que merda de presente é esse Carla?! Ela disse já se aproximando enquanto a amiga se afastava rindo.

– Ué, Collins, seu apelido é Sapatão Rei. Sapatão tem pé grande. E você sabe o que dizem sobre pés grandes, não sabe? Pés grandes, pintos grandes. E você está pior que japonês, amiga!

E foi nessa hora que Amy urrou, correndo atrás de Carla ao redor da árvore de Natal e dizendo “Vou te fazer engolir esse pinto idiota”.

– Bem-vindas ao Natal.

Ana disse, pensando que não trocaria nada em sua vida, se no final tivesse sempre noites do dia 24 como aquelas para sempre.

*****

         Por volta das duas da manhã, Dani observava as ruas iluminadas pelas luzes de Natal no jardim do bairro de Carla. Elas todas dormiriam ali e suas amigas já tinham se recolhido. Ela pensava em todos os meses que se passaram, desde que beijara Ana dentro do carro. A caçula não havia desistido, se mostrando sempre presente e vira e mexe a roubando o fôlego com uma investida ou outra. No entanto, Ana não ultrapassava aquele limite e esse respeito dela só a deixava mais louca.

Dani não queria, mas estava começando a admitir que se sentia atraída demais por aquela menina. Pelos cabelos ruivos rebeldes e seu desaforo natural. E ainda tinha os olhos incrivelmente azuis e a boca pequena e saborosa. Droga, porque ela tinha que ter provado o beijo dela?

– Ainda acordada senhorita? Dani estremeceu, apertando a taça de champanhe entre as mãos, assim que a voz de Ana surgiu na varanda silenciosa.

– Estou observando as luzes de Natal. São muitos bonitas e minha parte favorita desta data. Respondeu, sem encarar Ana, com medo do que encontraria dentro de si quando o fizesse.

– É lindo mesmo.

– É, não é? Dani suspirou.

– Definitivamente.

Ana disse chegando mais perto e Dani compreendeu que ela não estava falando das luzes e sim… dela. Virou-se, sentindo o coração bater no peito feito louco e se arrependeu no instante seguinte. Ana estava muito perto e ela pode sentir seu corpo encontrar-se ao dela, espremendo-a na grade da varanda. O hálito quente tocando seu queixo, fazendo-a apertar ainda mais a taça de nervoso.

– Ana… O que está fazendo?

– Não acha que mereço um presente de Natal? A caçula sussurrou perto da sua boca e Dani olhou os lábios dela em reflexo.

– Eu já te dei uma blusa do Dodgers*.

– E eu amei de verdade.

– Então, o que você está fazendo?

– Agradecendo… do meu jeito.

Sem dar espaço para as contestações da morena, Ana puxou-a pela nuca e tomou-a de assalto em um beijo cheio de desejo. Dani pensou em resistir, mas seu corpo foi mais rápido e logo ela estava com as mãos perdidas nos cabelos ruivos rebeldes e sua pelve sendo pressionada gostosamente pela de Ana, enviando ondas de desejo latente em seu sexo. Ela nunca havia sentido aquilo e isso definitivamente a assustava. Ana era mais nova, cresceu com ela, além de ser irmã da sua melhor amiga e estar no auge da sua juventude.

Dani não queria aventura, queria? Ela não tinha mais idade para ser um caso, tinha?

A língua de Ana explorou sua boca e um gemido baixo escapou de Dani sem que ela pudesse controlar. Ana queria rasgar o vestido salmão que a mulher usava e deleitar-se nas curvas perfeitas daquele corpo. Beijar os seios, a barriga e finalmente provar o sabor de mulher dela. No entanto, Ana sabia que se o fizesse Dani acordaria no dia seguinte provavelmente arrependida. A mulher ainda não confiava nela o bastante, mas aquele beijo foi o que a mais nova precisava para não desistir. Ela ia dobrar Dani. Já estava envolvida demais para recuar para sempre. Tinha consciência, contudo, que assim como no jogo, recuar as vezes é a melhor estratégia. O gosto de ‘quero mais’ é a melhor das saídas para atrair o ‘oponente’ para perto. E Ana queria muito Dani por perto.

Pensando nisso, a ruiva quebrou o beijo, tendo Dani ofegante e com os lábios vermelhos e inchados em seus braços. Ela deu apenas mais um selinho delicado na mulher e afastou-se em seguida. Tomou a taça de champanhe das mãos dela, dando um único gole e devolvendo em seguida. Dani ficou ali paralisada e enfeitiçada, tentando inutilmente entender o que aconteceu. Esse era o segundo beijo delas, e porra…. Por um momento, ela esqueceu o quanto a maldita caçula beijava bem.

– Feliz Natal Dani e obrigada pelo presente. Pelos dois presentes.

Entrando na casa, Ana sorriu para si mesma, satisfeita. Ela sorriria ainda mais se tivesse visto como Dani levou a mão aos lábios que ainda formigavam e deu aquele sorrisinho bobo. Aquele que significava que não tinha terminado.

*****

         Em uma das suítes da casa, Amy e Isabel se acomodavam. A morena tamborilava os dedos nervosa. Elas trocaram presentes junto com todas, mas Amy tinha comprado um presente a mais. Uma surpresa que ela daria a Isabel antes da noite de Natal terminar. A loira estava no banheiro a um tempo e Amy estava prestes a entrar lá para ver se sua mulher respirava, quando a porta se abriu.

O coração de Amy disparou no peito. Isabel vestia um hobby de seda vermelho até a altura de seus tornozelos. Os cabelos loiros caiam em cachos largos sobre seus ombros. Os olhos verdes estavam mais escuros e a boca carnuda convidativa. Amy percorreu o olhar pelo corpo de sua mulher, sentindo o sexo latejar sozinho apenas com a visão. Engoliu em seco, estendendo a mão para sua namorada e beijando delicadamente sua palma.

– Você demorou, mas valeu a pena esperar. Está deslumbrante amor! Amy disse, controlando-se ao máximo para não desfazer o nó que amarrava o hobby e jogar Isabel na cama.

– Obrigada, você está linda também. Eu adoro quando usa cueca short e sutiã. E sendo pretas… fica tão sexy… Isabel sussurrou e inclinou-se para beijar Amy.

Ela estava pronta para se jogar em cima da morena, quando Amy quebrou o beijo e sorriu.

– Eu tenho um presente de Natal para você. Amy disse com os olhos sorrindo.

– Outro? Uau! Isabel sorriu, ficando de pé de frente para ela – O que é?

Amy tirou um envelope vermelho de trás de si e entregou a loira. O coração de Isabel palpitava feito louco e seus olhos arregalaram quando ela tirou duas passagens aéreas do envelope.

– Cancun?! Ai meu Deus!! Isso é sério amor?

Isabel corou, eufórica, comemorando como uma criança no parque de diversões. Viajar para Cancun sempre fora um sonho que ela nunca pode, ou quis, realizar sozinha. Era a viagem dos sonhos, mas que não seria a mesma coisa sem alguém especial. Bem, agora ela tinha alguém mais que especial. Ela tinha o amor da sua vida.

– O Natal é um tempo de sonhos então achei que seria justo realizar um sonho seu. E além do mais, repare só na data da viagem…

Isabel, ainda em êxtase, reparou na data das passagens. Seria dali um mês.

– Deus! É o dia do nosso aniversário de um ano…..

Os olhos da loira lacrimejaram repletos de felicidade. Nunca ninguém havia a amado tanto como Amy. Nunca ninguém tinha se preocupado com seus sonhos e felicidade como ela. Nem mesmo seus pais ou sua ex-mulher. Até Caio, seu melhor amigo e irmão, havia se esquecido dos sonhos dela naquele fatídico dia. Mas não Amy. Ela estava sempre ali, amando e cuidando. Sempre ali fazendo ela se sentir a mulher mais sortuda e apreciada do mundo. Fazendo-a se apaixonar outra vez a cada dia.

Isabel puxou Amy para um abraço, e enterrou o rosto na curva do seu pescoço, dando beijos ali com todo amor.

– É o melhor presente que eu podia ganhar Amy… Deus eu te amo tanto! Obrigada por me amar desse jeito lindo que você ama.

Amy segurou o rosto da mulher com ambas as mãos e beijou-a carinhosamente.

– Sou eu quem devia te dizer isso. A cada dia que passa me pergunto o que eu fiz para merecer você Senhorita Aguillar. Hoje foi o melhor Natal da minha vida e você continua sendo meu melhor presente. Eu também amo você.

Elas se olharam com devoção, até que Isabel depois de beijar as passagens fazendo Amy rir, depositou-as delicadamente na cômoda e se afastou. Olhando-a no fundo dos olhos, segurou o nó de seu hobby vermelho girando a tira que estava solta, insinuando uma strep tease.

Amy caiu sentada na ponta da cama e segurou o colchão com força, hipnotizada com Isabel e seu sorrisinho safado. O anjo estava dando lugar ao demônio e ah… Amy amava queimar no inferno.

– Eu também tenho um presente a mais para você…. Isabel disse sensualmente, num tom de voz rouco e safado e o sexo de Amy contraiu apenas com isso. – Você quer ver?

– Loucamente…

Amy sussurrou devorando Isabel com os olhos a medida em que a loira foi puxando o laço lentamente. Torturando e torturando. Quando o hobby se abriu e caiu aos pés de Isabel, Amy quase gozou sentada com a visão. Seu sexo umedeceu ainda mais. A saliva formou-se na boca e o coração quase parou de tanto que batia.

Sua mulher estava ali, vestida com um corpete vermelho e cinta liga da mesma cor. Meia calça vermelhas e salto alto nos pés, que por incrível que pareça Amy só reparou agora. Ela estava vestida como uma mamãe noel sexy e fatal. Inferno de mulher!

Amy engoliu em seco, seus olhos subindo e descendo com fome. Pensou que nada mais poderia fazê-la ficar com mais tesão até que Isabel puxou um chapeuzinho de mamãe noel escondido atrás de sua cintura e colocou-o na cabeça sorrindo safadamente. Amy sentiu as paredes de sua vagina contraírem e ela gemeu baixinho, pensando que quando se tratava de sua mulher o tesão realmente não tinha limites.

– Feliz Natal amor…

Foi tudo que o anjo loiro e diabólico conseguiu dizer antes de Amy avançar sobre ela, pegando-a pelas ancas e puxando com força para cima, fazendo com que suas pernas enlaçassem em sua cintura. Ela beijou Isabel com fervor, enquanto apertava sua bunda com força, sentido o corpo todo estremecer de desejo.

Deitou-a na cama, entre gemidos sôfregos e toques firmes e quentes. Amy puxou o corpete vermelho com força, fazendo as atacas que o prendiam quebrarem e revelarem os seios fartos e convidativos de Isabel. Amy abocanhou um deles sugando o bico rígido, massageou o outro, enquanto sua fatal mamãe noel contorcia-se debaixo dela, gemendo e chamando seu nome de um jeito único, enquanto insinuava seu quadril contra o de Amy.

Amy tirou a cinta liga, mas a deixou de meias e de salto. Era uma espécie de fetiche que ela só descobriu naquele momento. Deliciou-se com o sabor de mulher de Isabel, sugando o clitóris dela com força e movimentos precisos, ao mesmo tempo em que a invadia e preenchia com três dedos. As paredes da vagina de Isabel se apertavam, contraindo e esmagando os dedos de Amy cada vez mais.

Não havia melhor sabor, Amy pensou. Não havia melhor gosto que o gozo de Isabel em sua boca. Ela podia provar desse gosto para sempre que jamais enjoaria.

– Assim Am… Oh. Meu. Deus! Isabel gritou enquanto seu corpo se contorcia feito louca explodindo em um orgasmo magnífico que lhe sugou as forças por um tempo.

Quando o folego voltou, ela puxou Amy – que continuava sugando todo seu líquido quente – ao seu encontro e inverteu as posições na cama para saciar o desejo que tinha dela.

– Agora é minha vez de te provar todinha Senhorita Collins… Isabel sussurrou, chupando o queixo de Amy e usando a língua nele como se fosse o clitóris da morena. E ao perceber isso Amy quase gozou de novo, sabendo que noite de Natal estava longe de acabar.

– Definitivamente o melhor Natal de todos os tempos….

Pensou a morena, em voz alta, logo antes de curvar o corpo e gemer alto, assim que a língua da mamãe noel penetrou-a sem dó.

E ali, entre orgasmos múltiplos e entregas de corpo e alma a noite de Natal ia passando, deixando sua marca no coração do casal.

De fato, quando ambas adormeceram já no final da madrugada, uma nos braços da outra, com as pernas entrelaçadas e o lençol branco cobrindo apenas o quadril de ambas tudo estava em seu lugar. O mundo estava no seu lugar. O Natal foi como tinha de ser.

         É o que dizem, a magia não está na tradição e sim no amor.

         Sempre está no amor.

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*Dodgers – famoso time de beisebol americano cujo Ana torce.

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E aí Amybetes?

Gente foi difícil escrever esse capítulo porque sei que está chegando ao fim. Ao mesmo tempo estou tão satisfeita com ele e queria saber o que vocês acharam?

Não vou me despedir agora, até porque tenho esperanças enormes que o roteiro ficará bom o bastante para uma segunda temporada e se tivermos um bom retorno até o capítulo que vem, prometo um epílogo ok? 

Mas queria dizer que você são incríveis e essa história para mim é valiosa demais, porque ela fala de amor em muitas formas e o mundo precisa disso para ficar no seu lugar. 

Então, até o próximo que será o desfecho – espero que parcialmente – desta história.

Um beijo no coração de vocês Amybetes! A autora aqui, guarda cada uma no coração.

Com carinho, Bru 🙂

 

 

 

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